sábado, 6 de abril de 2013
Sempre me olharam torto. Sempre foi assim, e isso desde pequena, em todos os lugares fui julgada, na maioria das vezes pela aparência ou forma de agir, o que as pessoas nunca viam era que elas mesmas me transformavam no que elas diziam, eu devo confessar que sempre me deixei levar pelas opiniões alheias, sempre me submetendo a desafios difíceis e poucas vitórias, felizmente hoje eu cresci, eu pude perceber que viver do que os outros acham não é exatamente viver, é existir, que viver é ser você, e não podemos deixar de lado a questão de que não agradar a todos faz parte disso. Poucas são as pessoas que me conhecem e menor ainda é o número de pessoas que eu pude criar algum tipo de laço, a maioria delas me chamam de anti-social e me olham dos pés à cabeça como se houvesse nojo ou coisa parecida, mas sinceramente eu não ligo, e dane-se quem acha que eu vivo do que os outros pensam e falam, por um lado eu sou sim, sou anti-social, sou distante, sou sozinha, e ignorada, as vezes eu mesma acho que me aproximar de certas pessoas é se aventurar demais e particularmente dizendo, eu não gosto muito de coisas novas, gosto de coisas antigas, minhas músicas velhas e meus vícios e manias de sempre. Gosto de fazer chocolate com pipoca e assistir os mesmos filmes, de fuçar coisas velhas e de lembrar até chorar de saudade, gosto de coisas tão simples, tão desnecessárias pra tantas pessoas que não tem tempo nem de amar à si mesmo porque está ocupado demais fingindo que é amado.
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